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versos travessos




PEQUENOS ARQUITETOS

biblioteca da Escola da Serra

O que se pode aprender desenhando uma planta baixa? Raciocínio lógico-matemático, geometria, grandezas, razão e proporção, localização?

Esses conhecimentos são alguns dos que foram explorados na atividade proposta pela professora Patrícia Mc Quade aos seus alunos do 1º  ano do 2º ciclo.

Eles começaram caminhando pela escola, observando os lugares, a disposição dos objetos e dos móveis. Em grupo, escolheram um ambiente. A professora pediu que o representasse a partir de um ponto de vista que eles não vivenciaram: o de cima para baixo, como se fosse “o olho de um arquiteto colado no teto”. Dessa forma, podiam abstrair um pouco do ponto de vista que sempre tiveram a partir da lateral desse ambiente e produziram uma outra realidade que ultrapassa o limite da experiência e da visão.

E, pelo chão da escola, as crianças se esparramaram a fim de fazer o trabalho que envolveu também habilidade artística, assim como noção de espaço físico. Em formas coloridas, foram deixando no papel suas impressões.

Em equipe, puderam também trabalhar as relações pessoais, o respeito pela diferença e pelas idéias do outro. Essa é a riqueza do trabalho em equipe, a negociação argumentativa que envolve socialização e política, visa à tomada de decisões tendo como objetivo o bem comum que, neste caso, foi a realização de um trabalho no qual todos se sentissem autores.

O produto da atividade foi exposto em um mural e os pais puderam apreciar as obras de seus pequenos arquitetos. As crianças se sentiram orgulhosas de seus trabalhos.

Para a professora, “a atividade possibilitou o olhar diferenciado sobre as experiências vividas, a construção de pontos de vistas diferentes sobre determinada situação presenciada e presentificada, mas, principalmente, a possibilidade de um trabalho interdisciplinar que desenvolve desde os conhecimentos formais lógico-matemáticos, até a linguagem argumentativa, as artes plásticas e as relações sociais”.

texto escrito em parceria com Eliane Dantas Paulino

sala de artes da Escola da Serra

cantina, sala de tai chi chuan, escaninhos e escada para salas do ensino infantil.



Escrito por patricia mc quade às 22:24
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entrevista sobre os travessos no overmundo

 

 

o poeta leo gonçalves publicou no site overmundo um trabalho contando sobre meus projetos pedagógocos realizados nas escolas onde trabalho.  junto à matéria está também uma entrevista que ele fez comigo onde conversamos sobre a importancia do livro e da literatura para a nossa sociedade, projetos interdisciplinares, as dificuldades das pessoas quanto ao trabalho da escrita, entre outros assuntos. a respostas que os colaboradores do site nos deram foi de extrema importancia para o enriquecimento do nosso trabalho.

leia, vote e comente você também. aproveite e faça o seu cadastro para participar do overmundo. lá você pode encontrar várias informações sobre os mais variados temas culturais.

www.overmundo.com.br/overblog/a-magia-das-palavras-e-o-ensino-de-literatura

www.overmundo.com.br

 



Escrito por patricia mc quade às 12:57
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O CIRCO PEGOU FOGO NO COLÉGIO GLÓRIA ANDRADE



Escrito por patricia mc quade às 11:35
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ACROBATAS

 

Como eles vão se equilibrar?

Se ele caírem, vão se machucar?

Eles fazem coisas geniais

Do circo, são os mais legais

Gosto deles demais.

 

Imagine o circo sem eles

Tem alguma magia neles.

Um fez malabarismo com batata

Esse sim é um acrobata.

 

                                     Ludmilla Leão

Escrito por patricia mc quade às 11:00
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O MÁGICO

 

E o mágico, o que faz?

Brinca com o Taz?

Eu acho que não.

Será que ele brinca com o avião?

 

Não, ele faz shows de levitação

Só que ele sempre cai no chão.

Ele tenta tirar coelho da cartola

Mas o que sai é uma acerola.

 

Por que esse mágico nunca acerta?

Ele sempre cai no chão

Ele não sabe levitação.

 

                                      Lygia Lyellow

Escrito por patricia mc quade às 10:59
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ENGOLIDOR DE FOGO

 

Quando engoli fogo

Fiquei rosa como um porco

Quando soprei

Fiquei que nem spray

Agora me lembrei

Quando engoli fogo

eu peidei.

 

                            Jonas Isaías 

Escrito por patricia mc quade às 10:56
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O GLOBO DA MORTE

 

O homem da moto

É corajoso,

se cair

Quebra o coco

 

                          Bruno Brandão

Escrito por patricia mc quade às 10:55
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DOMADOR DE ANIMAIS

 

Domador de animais:

Quem sofre mais

São os felinos

Coitado dos gatinhos,

Quebrou a patinha, leãozinho?

E você, mordeu a língua

Meu tigrinho?

 

Álvaro



Escrito por patricia mc quade às 10:53
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QUEM FAZ O CIRCO

 

O palhaço é o coração do circo

Aquele que faz o circo viver

Aquele que faz o circo ter graça

 

Também tem a bailarina

A beleza do circo

Que faz todo mundo olhar

Com espanto o seu esplendor

 

Ah, quase me esqueci

Também tem o mágico

Que são

os braços

as mãos

as pernas

e os pés

do circo

 

Que tira o coelho da cartola

Que faz as pombas aparecerem

E o público ficar curioso

Com coceiras na cabeça

 

Mas quem faz o circo mesmo

Que sem ele

O circo fica vazio

O circo fica sem vida

É a platéia

 

Carolina Kamei



Escrito por patricia mc quade às 10:50
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DICA DE LEITURA

 



Escrito por patricia mc quade às 09:06
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O menino Lê

 

Eu achei que este cordel conta uma história muito interessante sobre Leandro Gomes de Barros. É uma história que dá tanto para criança quanto para adulto ler, é história breve, fácil de entender, pois as estrofes têm apenas 6 versos com exceção da última que tem sete versos. E também, ao final, existem quatro textos informativos explicando o que é cordel, o que é xilogravura, quem foi Leandro Gomes de Barros, e também falando sobre os autores André Salles-Coelho e Tereza Moura. Esses textos são muito importantes, pois através deles ficamos sabendo a vida dessas pessoas e também sobre o cordel e a xilogravura. A respeito do título, eu achei muito apropriado, nele o André faz uma brincadeira com a palavra Lê. As xilogravuras, eu achei muito legais. A Tereza deve ter tido um trabalhão para fazer aquilo.

 

Fernanda Gonçalves (10 anos)

Escrito por patricia mc quade às 08:48
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quem tem fome

poesia come

 

Há poetas que brincam com as palavras dum jeito tão gostoso que dá vontade até de comer poesia, de escarafunchar e lambuzar o moleque adormecido dentro da gente.

 

Essa ludicidade verbal é a marca poética de Cecília Meireles, poeta que traz para as crianças de todas as idades uma música bonita de ouvir, uma lindeza de ritmo e sonoridade, cantiga que faz as palavras dançarem nas páginas do livro e na imaginação dessa criançada.

 

Um de seus poemas trabalhados em minhas aulas foi “ou isto ou aquilo”. Juntos, eu e meus alunos, brincamos de leituras poéticas. Cada um leu o poema de um jeito diferente, cada um propôs o próprio ritmo de seu corpo e voz somado ao corpo e voz do poema, uma saborosa comilança poética. Tenho certeza que Cecília não se importaria nada com isso, pois ela sabe que a partir do momento que o poeta escreve seu poema ele deixa de ser seu para ser de quem o aprecia, de quem o degusta, de quem se alimenta dele.

 

Nossa, que fome de Cecília me deu agora!

 

Aqui apresento poeminhas criados por duas pequenas poetas de 10 anos que redescobrindo aquela linguagem primitiva-poética tão familiar no bicho humano - e quase sempre esquecida - ousaram brincar de desenhar poesia para depois lamber os beiços de tanta gostosura que é essa Cecília. 



Escrito por patricia mc quade às 20:21
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OU TOMO ISSO OU COMO AQUILO

 

Se tomo café fico inteligente

Se como peixe fico com ótima mente

 

Se tomo refrigerante fico com a barriga grande

Se como doce fico gorda que nem um elefante

 

Se como abóbora fico com a perna grossa

Se tomo iogurte fico com boa saúde

 

Se como fígado de boi não fico anêmica

Se tomo suco natural fico com o maior astral

 

Se tomo gelatina acho gostoso

Se como quiabo acho meloso

 

Se tomo água a minha sede mata

Se como feijão fico forte que nem um leão

 

Fernanda Gonçalves

Escrito por patricia mc quade às 19:31
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Quer saber de um segredo

Ou vai fazer um desejo?

 

De quem você gosta

Ou vai pular corda?

 

Que alegria é essa!

Pulga você tem na cueca?

 

Você está tão esperançosa

Ou ganhou pois uma rosa?

 

Ou conta um segredo

Ou faz um desejo

Ou faz um desejo

E não conta o segredo

 

Na dúvida

Não decido o que eu faço

 

Larissa Caroline Pereira

Escrito por patricia mc quade às 19:29
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OU ISTO OU AQUILO

 

Ou se tem chuva e não se tem sol

ou se tem sol e não se tem chuva!


Ou se calça a luva e não se põe o anel,

ou se põe o anel e não se calça a luva!


Quem sobe nos ares não fica no chão,

quem fica no chão não sobe nos ares.


É uma grande pena que não se possa

estar ao mesmo tempo em dois lugares!


Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,

ou compro o doce e gasto o dinheiro.


Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...

e vivo escolhendo o dia inteiro!


Não sei se brinco, não sei se estudo,

se saio correndo ou fico tranqüilo.


Mas não consegui entender ainda

qual é melhor: se é isto ou aquilo.

 

Cecília Meireles

Escrito por patricia mc quade às 19:26
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